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sábado, 11 de dezembro de 2010

Biblioteca montada por morador de comunidade vira documentário

Exibição da película na comunidade do Bode, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, emocionou os espectadores; biblioteca sobre as palafitas foi tema de reportagem da Rede Globo NE em julho de 2008

Da Redação do pe360graus.com

Olhos atentos para se ver na tela. Foi assim que a comunidade do Bode, na Zona Sul do Recife, assistiu ao documentário "A mão e a luva: a história do traficante de livros", do diretor italiano Roberto Orazi. O personagem principal do filme é o músico e poeta Kcal Gomes, ilustre morador que, um dia, encontrou um jeito simples de incentivar o contato entre a comunidade, especialmente das crianças, com o mundo da literatura.

Ainda em 2008, Kcal Gomes criou uma livroteca, uma biblioteca montada num pequeno barraco sobre as palafitas. Era um serviço voluntário motivado pela paixão do músico pela literatura, que entrou de vez na sua vida quando ele leu seu primeiro livro, "A mão e a luva", de Machado de Assis, aos 16 anos. O exemplar da obra foi encontrado na maré, por acaso.

Dessa história o diretor italiano gerou o documentário, que já conquistou o segundo lugar numa das mostras do festival de Roma e emociona a todos que o assistem. Na exibição na comunidade do Bode, emoção maior teve o personagem principal da película. “Isso é tudo o resultado de uma luta de 15 anos, e isso não é um projeto, é uma história de vida, e eu faço isso por todos eles, não por mim”, afirma Kcal Gomes.

No documentário o diretor quis destacar a generosidade do músico: “ele descobriu a literatura mas não a guardou para si, pelo contrário, dividiu com os outros”, afirma o italiano Roberto Orazi.

Fonte: pe360graus.com

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Bibliotecas: um dos melhores investimentos que o País pode fazer

Se aprovados, dois projetos de lei em tramitação no Congresso terão destaque no incentivo à leitura
Existem hoje no Brasil, precisamente, 1.152 municípios sem bibliotecas, e dos que têm pelo
menos uma, apenas 24% delas abrem à noite e somente 12% funcionam aos sábados, segundo recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada a pedido do Ministério da Cultura.
Há ainda outro fator que inibe mais leitura: a ausência de livrarias em cerca de 80% dos municípios brasileiros, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro.

Ninguém nasce leitor. A leitura é um hábito cultural, social, imprescindível para o desenvolvimento de qualquer nação. E está comprovado pela neurociência que se deve dar maior ênfase à educação das crianças antes dos três anos de idade. A recente pesquisa sobre o tema “Retratos da Leitura no Brasil" constatou que a influência da mãe ou da mulher responsável pela família nos hábitos de leitura é preponderante: 73% das crianças citam as mães como maior influenciadora. Na resposta estimulada, a figura da mãe alcançou 49%, seguida pela professora, com 33%; e pelo pai, com 30%. A pesquisa mostrou também que a família pode influenciar na formação de não leitores, quando os membros da família não oferecem o exemplo de ler ou não detêm a posse de livros.

Há importantes referências mostrando que o hábito da leitura depende de uma diversidade de fatores, sendo um deles a disponibilidade física de livros para consumo. Ou seja, bibliotecas. Contudo, a “atratividade” das bibliotecas tem peso semelhante, inclusive para a realização de pesquisas escolares.
Neste sentido, a Lei 12.244, que determina a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País, representa um avanço significativo, mas um desafio igualmente expressivo.

O acervo deve ser pensado de forma a compor um estimulante conjunto inicial de livros, bem como deve prever sua constante renovação e atualização, para manter e atrair o interesse de seus freqüentadores. É igualmente fundamental pensar que elas devem integrar-se ao projeto pedagógico das escolas, desde o horário de funcionamento - incluindo o período noturno - até a realização de um planejamento ajustado à disseminação da leitura literária, que atenda e vá além da demanda curricular. É importante também a presença de profissionais preparados – e com garantias de permanente requalificação – tanto para a organização dos espaços, quanto para assessorar o leitor iniciante em suas buscas e com dicas de leitura.

A criação de uma rede de conectividade entre as bibliotecas é mais uma forma de promoção do intercâmbio de experiência e renovação do conhecimento em um país como o nosso, de modo a diminuir o distanciamento geográfico.
Portanto, o desafio que nosso País tem mostra que devemos atuar de forma cooperada e integrada, governo e iniciativa privada, para criar e assegurar a sustentabilidade de uma política pública que, de fato, contribua para a promoção do avanço dos indicadores educacionais e que tenha elevado poder de transformação. E isto está previsto na Constituição.

O impacto de uma biblioteca é tão mais duradouro, quanto mais atenção for dada à sua manutenção. É importante, portanto, a criação de um fundo com recursos voltados à conservação da infraestrutura das bibliotecas e à expansão do s seus acervos.

Há dois projetos de lei que poderiam canalizar recursos para a implantação e manutenção de bibliotecas escolares, focados no fomento, na estruturação e criação de bibliotecas: o PL 6.200/09, que autoriza a criação do Fundo Nacional de Apoio a Bibliotecas (FUNAB), e determina que ele será gerido pelo órgão responsável pela gestão da Política Nacional do Livro (art. 3º); e o PLS 294/05, que em seu art. 6, informa que a rubrica orçamentária de onde sairão os recursos para financiamento, expansão e modernização de bibliotecas será o FNPL - Fundo Nacional Pró-Leitura.

Com a mesma natureza contábil, estes fundos terão papel de destaque no incentivo à leitura. O primeiro aguarda deliberação pelas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal, e o segundo pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal. Caso não sejam alterados, o primeiro seguirá à sanção presidencial e o segundo ainda deverá tramitar pela Câmara dos Deputados.

É muito importante que sejam aprovados ainda este ano para viabilizar o imediato apoio à implantação de bibliotecas no País, bem como o planejamento de uma colaboração inter e intra-setorial, com vistas a assegurar maior eficiência deste investimento.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

Fiems inaugura quinta-feira bibliotecas em Água Clara e Aparecida do Taboado

Por Redação Pantanal News/Daniel Pedra
As cerimônias de entrega estão programadas para as 9 horas em Aparecida do Taboado e para as 14 horas em Água Clara

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, vai inaugurar, nesta quinta-feira (09/12), as bibliotecas da Indústria do Conhecimento do Sesi construídas em Aparecida do Taboado e Água Clara. A primeira cerimônia está agendada para as 9 horas em Aparecida do Taboado com a participação do prefeito André Alves Ferreira, enquanto a segunda será às 14 horas em Água Clara com a presença do prefeito Valdo Alves de Queiroz.

Nos últimos três anos, a Diretoria do Sistema Fiems já inaugurou 27 unidades em 23 cidades - Campo Grande (3), Três Lagoas (2), Dourados (2), Corumbá, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Aquidauana, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Verde, Naviraí, Nova Andradina, Costa Rica, Iguatemi, Bataguassu, Rio Brilhante, Maracaju, Inocência, Paranaíba, Chapadão do Sul, Amambai, Sete Quedas e Aral Moreira.

Além disso, neste sábado (11/12), às 9 horas, também será inaugurada a biblioteca construída em Terenos, o que elevará para 30 unidades entregues em 26 cidades do Estado nos últimos três anos. “Elas também serão utilizadas para ministrar cursos de capacitação profissional do Senai por meio do EaD (Ensino a Distância) a partir do próximo ano com turmas de até 20 alunos no período noturno”, informou Sérgio Longen.

Hoje, conforme o presidente da Fiems, as unidades já oferecem os cursos gratuitos do Programa Educação Continuada do Sesi, que incluem primeiros-socorros, informática básica, libras (linguagem de sinais para surdos), espanhol, inglês, atualização em língua portuguesa, desenvolvimento de equipes, atendimento a clientes, primeiros-socorros, DSTs e Aids, entre outros.

Todas as bibliotecas da Indústria do Conhecimento do Sesi são dotadas com acervo de 1,6 mil livros de diferentes níveis, dezenas de CDs e DVDs, além de dez computadores com acesso à Internet. Elas ainda disponibilizam a “Hora do Conto”, quando os monitores ou professores usam livros fantoches, dedoches e fantasias para contar histórias para os usuários das escolas que visitam as unidades.

Outros diferenciais são as “Rodas Literárias”, que oportunizam o acesso à leitura de todos os usuários por meio de reflexão dos contos, textos, poesias e biografia do autor em estudo, e as “Gibitecas, que disponibilizam acervo de gibis para leitura no local. As bibliotecas também dispõem de “Hemeroteca”, onde ficam as coleções de jornais, revistas, periódicos e recortes de textos veiculados em diversos tipos de mídia, e da “Cinemateca”, com vídeos educativos, documentários e de lazer.

Elas ainda podem ser usadas como espaço para a pesquisa escolar, pois dispõem de acervo composto de obras nas diversas áreas do conhecimento, contemplando diferentes gêneros da literatura. Os usuários também podem levar os livros para casa, pois as bibliotecas oferecem condições para empréstimos dos exemplares, sendo possível o empréstimo pelo prazo de sete dias corridos.

Atrasou-se a devolver livros à biblioteca e foi presa


Jovem argumenta que livros avaliados em 150 euros não podiam ser entregues pois foram destruídos durante um incêndio há sete anos atrás

A polícia de Baytown, no estado do Texas, deteve uma mulher de 25 anos por ter ultrapassado o prazo de entrega de livros que tinha requisitado numa biblioteca local.

A norte-americana de 25 anos, Jessekah Lynn Few, tinha sido notificada, pela polícia local, várias vezes, para devolução dos livros avaliados em 200 dólares (150 euros), segundo referiu a «WSAV».

«Não é uma acusação muito comum mas faz parte de um acordo a que uma pessoa se compromete. É como qualquer outra coisa: não se pode ficar com uma coisa que não nos pertence» referiu Alan Cluburn, do departamento de polícia de Baytown.

No seguimento das notificações, Jessekah Few foi chamada a tribunal no passado dia 23 de Novembro, uma audiência a que não compareceu, acabando por ser detida e levada para o estabelecimento prisional de Harry County com uma acusação de má conduta.

Segundo a jovem - que abandonou a cadeia depois de ter pago uma fiança - os livros não se encontram não poderiam ser devolvidos, uma vez que foram destruídos durante um incêndio em sua casa, há sete anos atrás.

Fonte: diario.iol.pt

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Descoberto manuscrito de Leonardo da Vinci em biblioteca de Nantes

Agencia EFE

Paris, 7 dez (EFE).- Um manuscrito sobre o voo dos pássaros foi identificado pelo jornal francês "Presse Ocean" como obra nunca divulgada de Leonardo da Vinci na biblioteca de Nantes, e confirmada nesta terça-feira por um especialista do gênio italiano.

O estudioso Carlo Pedretti explicou ao jornal que "se trata de notas sobre o ar e o vento, relacionadas ao estudo sobre o voo dos pássaros" e que foi escrito em torno de 1504, mesma época que da Vinci começou a pintar a Monalisa.

O texto faz parte do acervo da biblioteca Demy de Nantes desde o final do século XIX, mas só na semana passada que foi vinculado a Leonardo da Vinci. A descoberta ocorreu graças à pista fornecida por um jornalista do "Presse Ocean" que acabava de fazer uma viagem a Milão e leu uma biografia do artista do Renascimento.

A diretora da biblioteca, Agnès Marcetteau, que trabalhava no local há mais de 20 anos declarou que até então nenhum estudioso tinha perguntado sobre o documento.

O manuscrito foi descoberto dentro da coleção Labouchère, composta por pelo menos 3 mil peças.

EFE
Fonte: G1.globo.com

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Google lança livraria digital com mais de 3 milhões de títulos

'Google Books' foi lançado com nome diferente do previsto.

Empresa espera concorrer com a Amazon, que domina mercado

Google eBooks, livraria digital do GoogleLivraria digital Google eBooks já está no ar.
(Foto: Reprodução)

O Google lançou nesta segunda-feira (6) o“Google eBooks”, a maior livraria digital da internet, segundo a empresa, com mais de três milhões de títulos disponíveis.

Com o novo serviço, a companhia espera competir com a Amazon, fabricante do leitor digital Kindle, que domina o mercado de livros eletrônicos, avaliado em US$ 1 bilhão.

Com três meses de atraso, o projeto foi lançado nos Estados Unidos com um nome diferente do que era esperado – "Google Editions".

“Acreditamos que essa será a maior biblioteca de livros eletrônicos do mundo”, disse o porta-voz da empresa Jeannie Hornung. “Incluindo os livros gratuitos, tem mais de três milhões de títulos disponíveis no novo serviço”.

Os usuários poderão comprar os livros pelo site e ler os títulos em vários aparelhos, como tablets, computadores, smartphones e em alguns leitores eletrônicos. Outra vantagem do novo serviço é a possibilidade de armazenar os títulos comprados na conta do Google.

Fonte: G1.globo.com

A informação não se importa em ser caótica, defende professor da UFPE

Davi Lira
Especial para o JC Online

http://www.estouro.com.br/pierre/diegosalcedo.jpg



Para o professor Diego Salcedo, o caos da internet abre possibilidades transformadoras (Foto: Divulgação/Duda Rocha)

Os dados espantam. A indústria de domínios encerrou 2009 com uma base de mais de 192 milhões de nomes de domínios registrados na internet, aponta a fornecedora de serviços de infraesturuta da web, a empresa multinacional VeriSign, em relatório divulgado no primeiro semestre de 2010. Somente nos países latino-americanos, o ano de 2009 encerrou com mais de 2 milhões de registros de nomes de domínios ".com" e ".net". A Internet está aí, aberta, disponível e com imensas possibilidades. Mas, pela quantidade de dados, não faltam especialistas afirmando que a próxima geração, a web 3.0, vai ter que se preocupar com o gerenciamento da informação, que deve ser melhor entendido e trabalhado.

"O caos de informação na web, na minha visão, oferece a oportunidade de conflitos e, por isso, de transformações. Não, necessariamente, de destruição do conhecimento ou desestruturação desses conteúdos eletrônicos", afirma o especialista em Comunicação Diego Salcedo. O JC Online conversou, nessa quinta (2), mais a fundo com o professor do Departamento de Ciência da Informação da UFPE. Confira abaixo, a entrevista na íntegra.


JC Online - Com o hipertexto cada vez mais presente, é possível afirmamos que a escrita passa por um processo de reinvenção?

Diego Salcedo - Não sei até que ponto podemos dizer que a escrita passa por uma reinvenção. Talvez seja mais adequado entender que, com o advento do hipertexto, eletronicamente concebido, existe uma nova etapa emergente da História da Escrita do Pensamento. Prefiro pensar assim, para tirar o foco de uma visão tecnocientífica sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), em virtude de um leitura de mundo centrada em processos históricos, fruto de condições socioculturais articuladas às necessidades comunicacionais ou comunicativas, de nós, seres humanos. Mais relevante do que focar no hipertexto, seria discutir leitura e escrita.

JC Online - Para Lévy, grande parte da sociedade desconhece toda a grandeza dessa revolução das Telecomunicações. A Internet, por exemplo, é utilizada pela maior parte das pessoas somente como um instrumento de transmissão e não como uma metodologia de construção de conhecimentos. Você concorda?

Diego Salcedo - Estou de acordo. Essa nova modalidade de acesso à informação, na qual o hipertexto oferece vantagens antes inexistentes, sugere novas modalidades e formas de interação entre comunicação e conhecimento. No entanto, não, necessariamente, significa que as pessoas que acessam esses conteúdos produzam conhecimento. A informação independe do conhecimento. Já o conhecimento, para existir enquanto tal, precisa da informação. Além disso, o sujeito precisa não apenas acessar ou (re)transmitir, distribuir, mas se apropriar e assimilar a informação. Não estamos fazendo nada muito inovador: pensamos, escrevemos e publicamos => produzimos, distribuimos - transmissão - e consumimos. Isso não surgiu com a Internet. Mas Levy, com relação a esses processos, vê na rede de computadores características que poderiam ser enaltecidas e melhor utilizadas.

JC Online - Lévy aponta que hoje a Internet é um verdadeiro caos informacional, e que é preciso gerenciar melhor os dados disponibilizados na rede. Compartilha desse entendimento?

Diego Salcedo - Concordo que é um caos informacional. Mas não me preocupo com esse tipo de caos. A informação, mesmo enquadrada num ambiente de bits e bytes, não se importa em ser caótica. No entanto, se esse caos coloca em xeque a estrutura computacional contemporânea, aí teríamos que repensar sobre esse assunto. De fato, a quantidade e multiplicidade de informações na Internet é caótica, no sentido organizacional, ou seja, existem, sim, lacunas no que poderíamos chamar de "gestão de informação web". Mas não há nada que não possa ser resolvido no mundo humano, se por ele criado.

JC Online - Então haveria um lado positivo nesse caos cibernético?

Diego Salcedo - Pessoas com uma formação continuada em campos como design, ciências da computação, ciências da informação e comunicação, filosofia etc, podem com o tempo e muito trabalho desenvolver uma gestão eficiente e eficaz desses conteúdos web. Outro ponto é pensarmos essa realidade, esse fato sobre outra visão: não como problema, mas como uma forma de relacionamento com a informação eletrônica que possibilita ramificações imprevisíveis, caminhos inesperados. No mínimo me parece ser interessante e inovador vermos um lado positivo nessa contaminação de informações eletrônicas caóticas. A Internet não, necessariamente, precisa de uma gestão informacional como, até hoje, ocorre com as bibliotecas e arquivos mundo afora.

JC Online - A busca por essa melhoria organizacional passa pela imposição de regras rígidas?

Diego Salcedo - O caos de informação na web, na minha visão, oferece a oportunidade de conflitos e, por isso, de transformações. Não, necessariamente, de destruição do conhecimento ou desestruturação desses conteúdos eletrônicos. Informação na Internet é, apenas, um tipo de informação. Organizar a informação eletrônica precisa de critérios que, por sua natureza, estabelecem regras. Não vejo, ainda, neste momento histórico da humanidade, como propor a organização de informação eletrônica sem a proposição de regras. A própria criação da Internet é fruto de regras firmes, de relações de poder. O seu conteúdo é, necessariamente, resultado disso. A pessoa que escreve um texto num blog se ilude se acredita que aquela informação não está enquadrada em regras. Nem mesmo o conteúdo foge delas. A linguagem e a comunicação humana são constituídas por regras, em sua própria natureza epistemológica. Isso não mudou com a Internet.

Fonte: JC ONLINE

Portal de Periódicos premia projetos em ciência da informação, administração e gestão

Portal de Periódicos premia projetos em ciência da informação, administração e gestão

Foi lançada nesta semana, mais uma edição do Prêmio Emerald/Capes. A iniciativa pretende estimular o acesso e o uso do Portal de Periódicos e promover a pesquisa nas áreas de Ciência da Informação e Administração e Gestão com premiações no valor de R$ 5.295. As inscrições vão até o dia 16 de abril de 2011. O prêmio é uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o Emerald Group Publishing Limited. Aberto a todas as instituições usuárias do Portal de Periódicos, a premiação estrutura-se em duas categorias: ciência da informação e administração e gestão. A ideia é incentivar projetos nestas áreas que conciliem a disseminação do conhecimento com o desenvolvimento social aplicado à realidade brasileira.

As inscrições dos projetos devem ser realizadas on-line, na categoria Ciência da Informação, e na categoria Administração e Gestão. A previsão é de que os resultados sejam divulgados no dia 17 de junho de 2011. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 2022-6200 ou pelo e-mail cgpp@capes.gov.br .

Acesse o edital.

Portal de Periódicos
Lançado em novembro de 2000, o Portal de Periódicos da Capes é considerado uma biblioteca virtual que reúne conteúdo científico de alto nível, disponível à comunidade acadêmico-científica brasileira. Em dez anos, o acervo do Portal passou de 1.800 títulos de periódicos com texto completo, para mais de 24 mil títulos. O número de instituições usuários foi multiplicado por quatro, passando de 72 instituições para 311, em 2010. Somente em 2009, foram contabilizados 23.386.833 textos completos baixados e 41.642.827 pesquisas as bases referenciais, totalizando 65.029.660 acessos ao conteúdo assinado, equivalendo a 178.000 acessos/downloads por dia.

(Assessoria de Imprensa da Capes)